Chelsea-Tottenham: um "derby" de Londres onde cada treinador teve a oportunidade de mostrar o seu brilhantismo
Thomas Tuchel e António Conte, dois treinadores que gostam de viver o jogo de uma forma algo efusiva, deram espetáculo num jogo que teve emoção até ao final.
11 iniciais:
Destaque da primeira parte
O meu destaque da primeira parte foi claramente Ruben Loftus-Cheek, que sendo um médio de origem, conseguiu baralhar sempre a marcação por parte do Tottenham visto que criou sempre confusão entre Rodrigo Bentancur e Heung-Min Son. Reece James, que estava inicialmente na linha de 3 centrais, teve bastantes comportamentos de lateral (posição onde normalmente joga) e assumiu a posição no corredor.
A supremacia do Chelsea na primeira parte
Na primeira parte, a equipa de Tuchel foi dona e senhora do jogo, desmontando inúmeras vezes o bloco do Tottenham, algo apático a pressionar a equipa do Chelsea.
A solução foi desmontar a equipa, em organização ofensiva, para um 1-4-2-2-2, em que tanto Mason Mount como Loftus-Cheek conseguiram receber a bola nas costas de Hojbjerg e Bentancur.
Como podemos observar, o Chelsea conseguiu sempre superioridade numérica na 2ª fase de construção, criando uma estrutura de 4+2 contra apenas 4 unidades por parte do Tottenham. Jorginho ia pautando o jogo com bastante liberdade.
O Chelsea chegou naturalmente à vantagem no jogo, num golo com contribuição dos reforços Marc Cucurella e Kalidou Koulibaly. Koulibaly finalizou o cruzamento com um remate de fazer muita inveja a alguns avançados, aproveitando assim o erro da estrutura defensiva do Tottenham que o deixou completamente solto de marcação.
A reação de Conte no segundo tempo
Os "spurs" chegam ao golo num lance em que Jorginho ficou muito mal na fotografia. O ítalo-brasileiro quis sair a jogar numa zona em que foi prontamente pressionado por 2 unidades do Tottenham. Hojbjerg recebeu a bola de Son, combinou com Ben Davies e rematou de primeira para o poste contrário, não dando grandes hipóteses a Mendy.
Thomas Tuchel, após a exaltação com Antonio Conte, decidiu lançar Azpilicueta no jogo, retirando Jorginho de campo. Reece James voltaria para a posição natural, sendo que Loftus Cheek iria para o lugar de Jorginho. Esta substituição teve resultados quase imediatos, já que Reece James é também muito bom a atacar pelo corredor. Pena que Kai Havertz não tenha conseguido marcar o golo, visto que o cruzamento de James é meio golo.
Com o Chelsea de volta ao controlo total do jogo, era inevitável que o segundo golo surgisse. Novamente com um dos centrais do Chelsea (neste caso Koulibaly) a ganhar um duelo em antecipação, Mason Mount só teve que encontrar Sterling (que quase complica o fácil) e este assistiu James para o segundo golo do Chelsea.
A análise ao 2º golo do Tottenham
Compilei neste vídeo vários momentos de bola parada ofensiva após a entrada de Richarlison, especialmente os cantos marcados do lado direito por parte do Tottenham. O objetivo estava claramente identificado: cruzamento para a 1ª zona, onde estavam concentradas cerca de 3 unidades do Tottenham e onde entraria uma 4ª unidade vinda de trás. Ou seja, foi um lance de insistência (testado algumas vezes anteriormente), até que deu golo.




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