Eintracht Frankfurt-Sporting: Amorim, desta vez, começa a Champions com uma goleada a seu favor!

 

No duelo de estreia do Sporting nas competições europeias, os "leões" quebraram o enguiço em terrenos alemães: foi a primeira vitória em 15 jogos.
11 inicial E.Frankfurt

11 inicial Sporting


Destaques da 1ª parte

A primeira parte teve como destaque as dificuldades criadas pelos alemães na primeira fase de construção do Sporting, daí que os "leões" fossem somando muitos erros individuais.

Um dos lances que poderia ter dado golo foi este erro de Manuel Ugarte, no entanto, estava lá Adán para o impedir.


Mas como se organizava o Eintracht?



Como se pode observar, o Eintracht pressionava o Sporting com um bloco alto. O objetivo era ter superioridade no corredor central, tapando a ligação dos centrais St. Juste e Inácio a Ugarte e Morita. Toda esta superioridade no corredor central levava a equipa do Sporting a acumular bastantes erros individuais.

O que mudou na segunda parte?

Morita assumiu o protagonismo na segunda parte. O japonês, à semelhança do que vai acontecendo no campeonato português, tem sido o GPS da equipa do Sporting. É ele quem pauta a construção do Sporting e permite à equipa encontrar boas soluções para aproveitar a subida do bloco contrário.
Outro jogador que cresceu ainda mais no jogo foi Ugarte. Após o erro no início do jogo, o uruguaio fez uma exibição bastante boa a nível defensivo e ainda foi acrescentando a nível ofensivo, já que era através das suas recuperações de posse que o Sporting lançava as transições.

Um erro que tem sido hábito em Pedro Porro




Neste lance a culpa é dividida, porém Pedro Porro tem somado bastantes erros na tomada de decisão neste início de época. Uma das melhorias que pode ser feita é um dos avançados ficar mais recuado para que o cruzamento atrasado saia, em vez de ter o resultado que se pode observar.

Silêncio que se vai cantar o Fado em Frankfurt!

O primeiro golo do Sporting totalizou 1 minuto e 10 segundos de posse de bola até ao golo. Foi um lance muito bem trabalhado, em que o Sporting soube atacar o bloco adversário (bastante permissivo) com bastante largura, criando assim espaços.

Não contente com o primeiro golo, o Sporting marca logo o segundo

Logo após o primeiro golo, o Sporting marca o segundo e Trincão teve uma visão de jogo muito acima da média: soube parar o contra-ataque em inferioridade numérica, serviu de referência para Adán no apoio frontal e ainda finalizou a jogada. O Sporting justificava assim o domínio desta segunda parte, sentenciando o jogo por completo.

Sporting nos últimos momentos do jogo

Rúben Amorim, com o resultado a seu favor, retirou de campo o trio da frente e alinhou com Nuno Santos, Paulinho e Rochinha. O Sporting cedeu a iniciativa de jogo ao Eintracht, dispondo-se em 1-5-4-1, optando por sair em transição.

E foi em transição, após um rasgo de Pedro Porro, que o Sporting chegou ao terceiro golo. Se anteriormente foi referido que Pedro Porro decidia mal, nesta jogada conseguiu decidir na perfeição, desmarcando Nuno Santos na profundidade.

Notas Finais

  • O Sporting está a crescer a olhos vistos nas competições europeias, sabendo agora moldar-se melhor ao que o jogo pede;
  • O Eintracht sentiu a falta de Rode e ainda se está a habituar a uma defesa a 4, após as saídas de Hinteregger e Kostic;
  • Trincão e Edwards vão-se entendendo cada vez melhor e começam a ser um verdadeiro quebra-cabeças para as defesas contrárias.




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