Em Famalicão, como na vida, é no meio que está a virtude

 



Nos últimos anos no futebol português, o FC Famalicão tem-se destacado não só por ser um projeto desportivo bastante interessante e bem estruturado, mas também por ser a nova “mina de ouro” da liga Bwin.

São inúmeros os talentos que têm despontado no clube do norte do país (Pedro Gonçalves, Toni Martínez, Ugarte, Ivan Jaime…), fruto sobretudo de um bom scouting(começam também a destacar-se  na formação), que têm ido para outros palcos. Um dos que estará na “calha” para seguir essas pisadas é Zaydou Youssouf, médio francês de 23 anos que se transferiu esta época para os famalicenses, oriundo do Saint-Etiénne, por 1 milhão de euros.




O internacional sub-21 gaulês, formado no Bordéus e outrora considerado uma das grandes promessas do seu país(uma lesão no joelho e o estado de decadência dos “Les Verts” na altura não ajudaram à sua afirmação) , conta já com bastante experiência acumulada na Ligue 1(quase  100 jogos) e também com algumas partidas na Liga Europa.


 Youssouf carateriza-se por ser um jogador com bom sentido posicional(alia a isso a sua elevada disponibilidade física, o que lhe permite, por exemplo, efetuar com sucesso coberturas) e bastante assertivo no passe(quer no curto quer no longo), conseguindo distribuir com qualidade para os colegas. 




Tem também na recuperação e no desarme alguns dos seus melhores atributos(grande  percentagem de duelos ganhos), conseguindo com isso sair a jogar “limpo”(inclusive, sob pressão). 




Forte em condução, onde faz uso da sua passada larga para ganhar “metros” à equipa ou criar situações de transição ofensiva perigosas, apresenta também um bom drible(até ao final de Janeiro, foi mesmo o jogador da liga com maior % de dribles bem sucedidos na liga).  




De salientar ainda que é daqueles jogadores “chatos” para os adversários, pois apesar de não ser muito alto(1.82m), é forte no duelo físico, onde sabe usar o corpo para proteger a bola, sendo missão praticamente impossível desarmá-lo sem recorrer à falta.

Como maior ponto negativo, considero que tem que melhorar no jogo aéreo(pouca % de duelos aéreos ganhos, tanto ofensivos como defensivos). 




Apresenta também espaço para melhorias ao nível do remate(apenas 15 remates em 28 jogos e apresenta pouca eficácia neste aspeto).




Com contrato até junho de 2026, já se fala no interesse do FC Porto e de clubes turcos e com a boa temporada que está a fazer, será mesmo uma questão de tempo até ser, a par de Iván Jaime, a próxima grande venda do FC Famalicão.


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